Limiar Existencial
CADERNOS FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIAIS
Escritos sobre angústia, vazio, sofrimento humano e afirmação da vida.
Há experiências que resistem à linguagem ordinária. A sensação de estar presente sem pertencer. O peso silencioso do vazio existencial. A angústia que não encontra objeto nem nome. Este espaço nasce do encontro entre fenomenologia, clínica psicológica e a pergunta que Sartre nunca deixou de fazer: o que significa existir como sujeito consciente de sua própria liberdade?
Arquitetura Editorial
Territórios de Escrita
Cada categoria delimita um campo de interrogação existencial. Uma topografia do existir humano organizada para aprofundamento gradual.
Vazio Existencial
A experiência de um interior sem ressonância. Reflexões sobre o tédio profundo, a indiferença que não passa e a busca por substância no cotidiano esvaziado.
Angústia Existencial
A angústia como estrutura — não patologia, mas sinal. O que ela revela sobre nossa condição de seres lançados, livres e responsáveis pela própria existência.
Identidade e Autenticidade
A tensão entre o projeto de si e as expectativas do mundo. O que significa viver autenticamente quando o sujeito se descobre em constante construção.
Fenomenologia Existencial
Os fundamentos filosóficos da abordagem. Heidegger, Husserl, Merleau-Ponty e a tradição fenomenológica aplicada à compreensão da experiência vivida.
Sartre e Psicologia
A má-fé, o ser-em-si, o ser-para-si e o outro como ameaça. A psicologia sartreana como ferramenta clínica para compreender o sujeito em conflito.
Nietzsche e Existência
O niilismo como condição contemporânea, a vontade de potência como imperativo clínico e a questão da criação de valores em tempos de colapso simbólico.
Relações Humanas
O encontro como experiência fenomenológica. O outro que me constitui e me ameaça. Vínculos, solidão, reconhecimento e a impossibilidade de escapar ao olhar alheio.
Projeto de Vida
A existência como tarefa. O projeto sartreano, a necessidade de dar forma ao tempo disponível e o sofrimento que surge quando o sentido não se sustenta.
Consciência e Sofrimento
O paradoxo da hiperconsciência: pensar demais como forma de sofrimento existencial. A reflexividade que amplia a dor em vez de a dissolver.
Narrativa Existencial
A vida como texto que o sujeito escreve e lê simultaneamente. O uso da narrativa na clínica fenomenológica e as histórias que nos mantêm coerentes — ou que nos fraturam.
Ansiedade
A ansiedade que não passa mesmo sem razão aparente. A inquietação que antecipa o pior, o corpo em alerta permanente, e o que a perspectiva fenomenológico-existencial revela sobre essa experiência tão comum — e tão mal compreendida.
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Um espaço para o que resiste
à linguagem comum
Limiar Existencial nasceu da convicção de que certos sofrimentos exigem uma linguagem à sua altura. Não o jargão clínico dessensibilizado, nem o consolo rápido das plataformas motivacionais — mas uma escritura que respeite a complexidade da experiência vivida, que a encontre onde ela realmente habita.
Aqui, a psicologia fenomenológico-existencial não é um método entre outros. É uma forma de presença — diante da angústia, do vazio, do sofrimento que não encontra nome. Os textos deste espaço são pensados para quem já percebeu que a superfície não basta.
Sobre este espaço
Leituras Recentes
Últimos Artigos
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Jean-Paul Sartre · O Existencialismo é um Humanismo
"
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Certos sofrimentos exigem linguagem. Há experiências que precisam ser compreendidas — não resolvidas, não silenciadas, mas atravessadas com precisão e presença.
Psicologia fenomenológico-existencial · Desde a experiência vivida
Limiar Existencial
A existência interroga. A fenomenologia escuta.
